
Quanto custa o visto para o Canadá em 2026 (e como pedir passo a passo)
Revisão editorial: outubro de 2026. Taxas e regras mudam com frequência. Confirme sempre nas fontes oficiais antes de pagar qualquer coisa.
“Quanto custa o visto para o Canadá?” parece uma pergunta simples, mas a resposta honesta tem três camadas: a taxa oficial, os custos obrigatórios que vêm junto e os gastos que ninguém coloca na planilha.
Este guia separa cada uma delas e mostra o passo a passo do pedido — para você não pagar duas vezes nem cair em site falso.
As taxas oficiais
Os valores publicados pelo governo canadense são estes:
| Item | Valor | Observação |
|---|---|---|
| Visto de visitante (TRV) | CAN$ 100 por pessoa | Para nacionalidades que precisam de visto, inclui o Brasil |
| Biometria | CAN$ 85 por pessoa | Máximo de CAN$ 170 para famílias que aplicam juntas |
| eTA (AVE) | CAN$ 7 | Nacionalidades isentas e brasileiros com visto americano válido ou visto canadense nos últimos 10 anos; somente avião |
| Teto por família (visto) | CAN$ 500 | Para 5 ou mais pessoas da mesma família aplicando juntas |
| Visto de trânsito | Sem taxa (nem de biometria) | Para quem só passa pelo Canadá |
Isenções de biometria que importam na prática: menores de 14 anos, pessoas com mais de 79 anos, quem aplica apenas para eTA e quem já deu biometria para um pedido de residência permanente ainda em análise.
A fonte é a página de biometria do IRCC, que traz as tabelas de taxas e isenções. A taxa do visto de visitante e da eTA está nas páginas de cada documento.
O passo a passo do pedido
O processo é este, na ordem:
- Descubra qual documento se aplica. Visto ou eTA? Se tiver dúvida, use a ferramenta oficial — o guia visto ou eTA explica a diferença.
- Crie a conta no site do IRCC. Todo o pedido é online, com upload de documentos.
- Preencha o formulário. Nacionalidade, dados pessoais, histórico de viagens, motivo da visita. Consistência importa: divergência entre o formulário e os documentos é motivo comum de recusa.
- Pague as taxas. Cartão de crédito ou débito, em dólares canadenses. Guarde o recibo.
- Faça a biometria. Você recebe uma carta com instruções e um prazo para comparecer a um centro de coleta (VFS, em geral). Leve passaporte e a carta.
- Aguarde a decisão. O prazo varia; acompanhe pelo portal.
- Envie o passaporte, se pedido. Em alguns casos, o visto é emitido em etiqueta no passaporte e ele precisa ser enviado ao centro de aplicação.
- Viaje. Leve o passaporte com o visto, comprovantes e seguro-saúde.
Os custos que não são taxa
É aqui que o orçamento estoura. Além das taxas do governo, entram:
- Fotos no formato exigido.
- Traduções juramentadas de documentos que não estão em inglês ou francês.
- Deslocamento e hospedagem até o centro de biometria, quando não há um na sua cidade.
- Taxa de serviço do centro de coleta, que é cobrada separadamente pelo operador.
- Seguro-saúde para a viagem.
- Exames médicos, quando exigidos (alguns casos de longa duração).
- Câmbio e IOF no cartão, se você paga em reais.
Nenhum desses valores é fixo, porque depende da sua cidade, da sua documentação e do operador. Por isso desconfie de quem publica um “custo total fechado”: o que existe é uma faixa.
Erros que custam dinheiro (e às vezes o visto)
- Aplicar em site que não é o do governo. O IRCC não cobra por “assessoria” nem por “agendamento prioritário”. Sites que cobram CAN$ 100 e depois somam “taxa de serviço” de centenas de dólares existem aos montes.
- Deixar a biometria para depois. Há prazo para comparecer; perder o prazo pode encerrar o pedido.
- Comprar passagem antes da decisão. O IRCC não reembolsa prejuízo de viagem.
- Mandar documento incompleto. Cada pedido gera uma lista personalizada; seguir a lista evita pedidos de informação adicional, que atrasam tudo.
- Confiar em “garantia de aprovação”. Ninguém pode garantir decisão de visto.
Vale pagar por ajuda profissional?
Depende do seu caso. Pedido de visitante relativamente simples, com documentação organizada, costuma ser feito sem intermediário. Casos com recusa anterior, histórico de viagem complexo ou documentação difícil podem se beneficiar de um profissional — desde que seja consultor regulamentado pelo CICC ou advogado de imigração.
O que não vale é pagar por “pacote” que promete resultado. O governo decide; ninguém compra aprovação.
Leia também: “Como criar uma conta no site de imigração do Canadá: guia 2026”
Depois de aprovado
O visto costuma ser de múltiplas entradas e pode valer até 10 anos — mas isso é a validade do documento, não da sua estadia. Quem define quanto tempo você fica é o agente na fronteira, normalmente até 6 meses por entrada para turista.
Ter o visto não garante a entrada. Leve comprovantes de hospedagem, passagem de volta, recursos e vínculo com o Brasil. E lembre: turista não trabalha nem estuda.
Ferramentas e leituras
- Visto ou eTA: quem precisa de quê — o guia dos dois documentos.
- Como morar no Canadá legalmente — se o seu plano é ficar.
- Custo de vida por cidade — para orçar a viagem de verdade.
- Como solicitar o CAQ — se for estudar ou trabalhar no Quebec.
Se o pedido for recusado
Recusa de visto de visitante não tem recurso formal. O que existe é reapresentar o pedido, corrigindo o motivo apontado — e, para entender o motivo, você pode solicitar as notas do oficial (as chamadas GCMS notes) por meio de um pedido de acesso à informação.
As causas mais comuns de recusa são: documentação que não comprova vínculo com o país de origem, recursos insuficientes para a viagem, histórico de viagem inconsistente e dúvida sobre o retorno. Reaplicar sem mudar nada costuma dar o mesmo resultado.
Se decidir reaplicar, espere ter em mãos os documentos que faltaram, escreva uma carta explicando o que mudou e pague as taxas novamente — elas não são reaproveitadas.
Checklist antes de pagar
Antes de clicar em “pagar”, confirme: passaporte válido (com folga de validade), fotos no formato exigido, comprovantes financeiros dos últimos meses, comprovante de trabalho ou estudo, hospedagem, itinerário, carta de convite (se houver) e traduções dos documentos que não estão em inglês ou francês. Faltar um item custa mais caro do que revisar.
Quando aplicar e como não perder prazos
O erro de planejamento mais comum é tratar o visto como algo que se resolve em uma semana. Não é.
O prazo de processamento varia por país, por tipo de pedido e pela época do ano — e o IRCC publica uma estimativa atualizada no site. Use essa estimativa como ponto de partida, não como garantia: ela muda e não considera o tempo que você leva para reunir documentos.
Na prática, o cronograma costuma ser: algumas semanas para reunir documentos e traduções, o prazo de processamento em si e, em alguns casos, mais alguns dias para o envio e a devolução do passaporte. Se você tem uma data de viagem fixa, comece pelo menos dois a três meses antes.
A biometria tem prazo próprio: você recebe uma carta com instruções e precisa comparecer dentro do período indicado. A boa notícia é que a biometria coletada fica válida por vários anos, então pedidos futuros podem dispensar nova coleta.
E uma regra que evita prejuízo: não compre passagem nem reserve hospedagem não reembolsável antes da decisão. Se o visto atrasar ou for recusado, o prejuízo é seu.
Série imigração 2026
- Visto ou eTA: quem precisa de quê
- Como morar no Canadá legalmente
- Visto de trabalho: aberto, fechado e LMIA
- Express Entry 2026: CRS e categorias
- Arrima e PSTQ 2026
Perguntas frequentes
Quanto custa o visto de visitante?
CAN$ 100 por pessoa, mais CAN$ 85 de biometria. Famílias que aplicam juntas pagam no máximo CAN$ 170 de biometria.
E a eTA?
CAN$ 7, sem biometria, somente para avião. Vale para nacionalidades isentas e para brasileiros com visto americano válido ou visto canadense nos últimos 10 anos.
As taxas são reembolsáveis?
Em regra não: você paga pela análise, mesmo se o pedido for recusado. A biometria também não é reembolsável.
Preciso de despachante?
Não é obrigatório. Se contratar, verifique se é regulamentado pelo CICC ou advogado — e desconfie de garantia de aprovação.
Quanto tempo demora?
Varia por país e época. Consulte o tempo de processamento no site do IRCC antes de comprar passagem.
Este conteúdo é informativo e não substitui uma avaliação individual. Para o seu caso, procure um consultor regulamentado pelo CICC ou um advogado de imigração.

Marco Vasconcelos
Brasileiro, webmaster e especialista em e-commerce vivendo em Montreal desde 2018. Criador do Você no Quebec, compartilha orientações práticas, dicas de moradia e vivência real na província para facilitar a transição de novos imigrantes brasileiros.
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